All you need is love,
or something like love.
Something is all you need.
All the things you love
are some things you'll need
to make you see things
that you love indeed.
terça-feira, 26 de maio de 2009
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Só Viver
Cansei de ser eu.
Eu cansei de dar à vida
o prazer de me guiar
e ver minha cara sofrida
ao me sufocar.
Cansei de ser paciente
e ver tudo passar:
Seja voando, correndo,
ou até devagar
enquanto vou me perdendo.
Me perco pra vida.
Todos nos perdemos.
A vida leva a alma,
e nós não sabemos
mas todos temos esse karma.
A vida é invisível
até você pegá-la com as mãos,
sacudi-la bem forte,
jogá-la no chão,
e ver que não é a morte.
Não viver não é morrer.
Não é a morte se desprender,
não é a morte se esgoelar,
não é a morte aprender,
e não é a morte se afastar.
Eu cansei de dar à vida
o prazer de me guiar
e ver minha cara sofrida
ao me sufocar.
Cansei de ser paciente
e ver tudo passar:
Seja voando, correndo,
ou até devagar
enquanto vou me perdendo.
Me perco pra vida.
Todos nos perdemos.
A vida leva a alma,
e nós não sabemos
mas todos temos esse karma.
A vida é invisível
até você pegá-la com as mãos,
sacudi-la bem forte,
jogá-la no chão,
e ver que não é a morte.
Não viver não é morrer.
Não é a morte se desprender,
não é a morte se esgoelar,
não é a morte aprender,
e não é a morte se afastar.
filósofo
Ele falava como um sábio
Daqueles que estão sempre certos
Eu ouvia quieta
A voz dele se fundir com os insetos
O tempo passava
A fumaça se ia
Os ônibus gritavam
E ele se despidia
Voltando pra casa
Eu tentava decifrar
Aquelas palavras enroladas
Que realmente me faziam pensar
"Eu falei dos olhos, não falei?"
Falou, mas eu nunca entendia
Nunca entendo, nada faz sentido
Eu sempre quis 2+2, e ele filosofia
Nunca consegui compreender
Porque ele me fazia sentir tão nua
Incomodada porém segura
Falando de ódio e amor no meio da rua
Como que era possível que naquelas horas
A minha vida ficasse tão exposta
Meus mistérios se tornassem tão óbvios
E as metáforas explicassem a sua proposta
Ele falava sempre dos seus desamparos
Listava inúmeras decepções em sua vida
E eu temia (e ainda temo)
Um dia virar mais uma lembrança doída
Eu nunca esperava aprender o quanto aprendi
Porque sempre certo ele não estava mesmo
Mas ele falava tudo o que pensava
E aos poucos eu soltava o que sentia olhos adentro
Daqueles que estão sempre certos
Eu ouvia quieta
A voz dele se fundir com os insetos
O tempo passava
A fumaça se ia
Os ônibus gritavam
E ele se despidia
Voltando pra casa
Eu tentava decifrar
Aquelas palavras enroladas
Que realmente me faziam pensar
"Eu falei dos olhos, não falei?"
Falou, mas eu nunca entendia
Nunca entendo, nada faz sentido
Eu sempre quis 2+2, e ele filosofia
Nunca consegui compreender
Porque ele me fazia sentir tão nua
Incomodada porém segura
Falando de ódio e amor no meio da rua
Como que era possível que naquelas horas
A minha vida ficasse tão exposta
Meus mistérios se tornassem tão óbvios
E as metáforas explicassem a sua proposta
Ele falava sempre dos seus desamparos
Listava inúmeras decepções em sua vida
E eu temia (e ainda temo)
Um dia virar mais uma lembrança doída
Eu nunca esperava aprender o quanto aprendi
Porque sempre certo ele não estava mesmo
Mas ele falava tudo o que pensava
E aos poucos eu soltava o que sentia olhos adentro
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